Santa Cruz do Sul com seus 59,1 megawatts (MW) instalados, ocupa a 6ª posição no Ranking Municipal do Rio Grande do Sul em potência instalada (megawatts) de energia fotovoltaica.
Fica atrás de Porto Alegre (112,7), Caxias do Sul (110,2), Novo Hamburgo (71,3), Santa Maria (67,4), e Passo Fundo (60,0) e à frente de Pelotas (54,5), Canoas (52,9), São Leopoldo (49,5) e Uruguaiana (47,6).
No entanto, se levarmos em consideração a potência instalada em relação a população total destes munícipios, Santa Cruz é a que possui mais megawatts instalados, superando em 41% o 2º município com a maior capacidade instalada no mesmo critério – Novo Hamburgo.
Os dados tem como fonte a ANEEL, e atualizados no início de julho, conforme Mara Schwengber CEO da Solled Energia e Coordenadora Estadual da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).
A utilização de energia fotovoltaica no Brasil – que ocupa o 6º lugar no ranking mundial com 53 Gigawatts (GW) em 2024 – poderia ser maior ainda não fosse a contínua elevação do imposto de importação sobre os painéis solares provenientes quase que totalmente da China, onde estão instalados 9 dos 12 maiores fabricantes mundiais.
Até 2022 os painéis solares eram isentos de imposto de importação (tarifa zero). Em 2023 entrou em vigor uma alíquota padrão de 9,6%, aplicada a importações fora do regime especial (“ex tarifário” e cotas). Já no final de 2024, o imposto de importação foi elevado para 25%, pela Resolução Gecex nº 666, publicada em novembro de 2024 e vigorando até o momento.
Em 2024, a capacidade de produção de energia solar no mundo já superava 1,8 Terawatt (TW) de instalações fotovoltaicas cumulativas com destaque para a China que possuía 887 GW, EUA com 175 GW, e Índia com 97 GW.
Na União Europeia (UE) a energia solar já alcançou 11% do consumo total, ultrapassando a energia a carvão – fonte histórica de energia no velho continente – que hoje responde por apenas 10%.
Lembrando que na UE, 24% da eletricidade provem da energia nuclear. Hoje ¾ da energia consumida na UE não emitem gases do efeito estufa principal componente do aquecimento global.
